Entrevista com Paula Chalup
Com uma trajetória marcada por sensibilidade artística, autenticidade e uma leitura apurada da cena eletrônica contemporânea, Paula Chalup conversou
Com uma trajetória marcada por sensibilidade artística, autenticidade e uma leitura apurada da cena eletrônica contemporânea, Paula Chalup conversou com a Drop Times sobre os caminhos que moldaram sua carreira, suas referências criativas e a forma como enxerga a conexão entre música, identidade e pista. Em um papo leve e profundo ao mesmo tempo, Paula compartilha perspectivas sobre sua evolução artística, os desafios da cena e o que inspira sua construção sonora atualmente.
Confira a entrevista em vídeo aqui.
Salve, salve galera da Drop Times!
Estamos aqui agora com Paula Chalup. Fazia tempo que a gente não se via. Tô muito feliz que você veio a meu convite pra gente fazer essa entrevista.
Primeiro: como está a sua vida hoje? Me conta aí as novidades musicais e o que está por aí. Mas me fala primeiro da música, que eu estou curioso.
Adorei o convite! Até que enfim conseguimos! Deu certo, deu certo.
Ó, a música… Primeiro que esse ano eu faço 30 anos de carreira. É um privilégio ter iniciado no início da música eletrônica e ter toda essa bagagem. Então tem essa comemoração esse ano, vários lançamentos.
Sou residente da RawTech Nation, que agora, dia 21, é a festa no D-Edge do selo com os residentes. Então já tem essa festinha.
Bom, essa é uma ótima data, hein, gente? 21 de maio. Festa RawTech Nation com os residentes.
E aí também esse ano, na verdade desde o ano passado, eu e Vivi Seixas, a gente tá com um projeto em tributo ao pai dela, o Raul Seixas, que é uma comemoração, ele faria 80 anos.
Então ela como filha, a gente fez um show, adaptou um show com músicas dele óbvias, todas originais, mas com uma roupagem nova.
O show não é eletrônico, o show é rock, porque o Raul Seixas não tem como… A gente pôs algumas coisas, uns timbrezinhos, dá uma cara nova, mas é rock.
Então é eu, a Vivi e a guitarrista Thathi.
A gente fez o Doce Maravilha esse ano no Rio de Janeiro, que foi incrível, e já está preparando a turnê para esse ano.
Legal! Nossa, muito bacana, porque o legado dele, né? Igual quando fizeram os remixes da Rita Lee. Eu acho que você trazer esses artistas icônicos da cena musical brasileira para uma nova roupagem é muito importante. Ainda mais com o apoio, junto com a filha do cara. Super legal.
Não, super perfeito, e assim, é um respeito também em trabalhar uma obra do Raul Seixas. Esse privilégio, né? Então a gente tá feliz com o projeto e tamo rodando.
É isso, maravilhoso.
E aí você também trabalhava antes com experiências imersivas, né? Dolby Atmos, um monte de coisas assim. Como está essa parte? Que eu lembro que isso foi algo que a gente falou bastante já, inclusive sobre. Porque é realmente uma nova experiência pras pessoas viverem a música de outro jeito.
Como que tá essa parte? Você está fazendo outras coisas, outros projetos relacionados a isso?
Então, áudio imersivo… Eu desde… Acho que faz uns 5 ou 6 anos desde o início disso, não aqui em São Paulo, que tem muitas coisas, mas eu fiquei de parceira no estúdio ANZ 360, que por problemas pessoais ele não existe mais.
Só que eu, desde então, pesquisando muito… Nesse tempo eu fiz D-Edge com set do Gui Boratto em áudio imersivo. A gente fez no Surreal também, set do Gui Boratto e outras festas tentando colocar essa tecnologia na noite.
Não é muito barato, mas enfim, a gente faz muita coisa, fez muita coisa: games, séries… Mas enfim. Era muita coisa que a gente fazia no estúdio.
E eu não deixei de me envolver com essa área de experiência. Hoje em dia eu faço time da Visualfarm, que é do Alexis, né? Quem não conhece, ele é um VJ e empresário muito incrível, sempre quer trazer o novo, experiências.
Só que ele é na parte visual, e a gente se conectou tentando linkar as duas coisas. A gente continua linkando vídeo com áudio, experiências completas, mas imersivas.
Mas o meu trabalho lá é levar experiências para as pessoas, não só com áudio ou mapping. A gente trabalha com drones, trabalha com mapping.
E a cereja do bolo agora é que tem esse espaço chamado Gymnasium, ali Barra Funda/Santa Cecília, que assim, é um espaço totalmente mapeado.
A marca, a pessoa ou o evento já conseguem trazer experiências desde a entrada, até… São várias experiências dentro de um espaço só.
Então a minha curadoria de vendas nesse espaço é exatamente levar minha bagagem de 30 anos de noite, de música e de eventos para essas pessoas, não só da música eletrônica, mas também ativações para marcas e experiências inovadoras.
Eu acho que esse é um momento muito interessante na cena e no consumo do público, porque as pessoas querem viver coisas diferentes. Querem estar em eventos que apresentam coisas diferentes.
E a gente vê isso em alguns festivais, mas eu sinto ainda que o Brasil caminha a passos devagar nesse sentido.
Mas é maravilhoso saber que tem esse espaço aqui em São Paulo que dá para fazer isso.
Aí eu fico imaginando… A primeira pergunta, imagina você ter um DJ set ali. Então, é realmente uma nova experiência.
Então, é exatamente isso, né? Eu já tenho alguns DJs e produtores que a gente está pensando em fazer algo: lançamentos ou Boiler Room, o que seja. Porque é um case.
E o artista pode até captar imagem para isso, para ter como case, para vendas ou o que seja.
Então esse espaço está preparado para experiências visuais e basicamente também, se preferir para áudio imersivo, Dolby Atmos.
Muito legal, muito legal. Porque eu sinto isso, que… a gente fica buscando novas maneiras de atrair o público, novas maneiras de pensar os conteúdos e tá aí uma super oportunidade, num lugar bacana, com uma tecnologia de ponta.
E a Visualfarm é superconhecida nisso, enfim… Mas super legal poder saber que isso existe.
Fica a dica aí, Drop Times galera!
Paula Chalup, muito obrigado por dar essa dica, porque é sempre bom a gente saber coisas novas do mercado.
Sigam minhas redes sociais, que vem muita coisa nova por aí. Experiências!
Legal, legal.
RawTech Nation na D-Edge, Rock das Aranhas, músicas do Raul Seixas e esse lugar imersivo, Gymnasium com Visualfarm. Muito legal!
Parabéns por esse momento e contribuindo para o desenvolvimento da nossa indústria como um todo, né? Já são 30 anos contribuindo.
Eu que agradeço. É um privilégio trabalhar com o que eu faço, com música, e poder contribuir com a cena.
Irado, irado. É isso!
Muito obrigado por falar aqui com a gente na Drop Times!
Obrigada, obrigada.
É isso! Falamos com Paula Chalup aqui, direto da Drop Times, valeu!