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Tomorrowland e Amazon Music lançam documentário “We Are Tomorrow” com Miss Monique

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Tomorrowland e Amazon Music lançam documentário “We Are Tomorrow” com Miss Monique

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A Tomorrowland e a Amazon Music apresentam um novo capítulo de “We Are Tomorrow”, série documental que explora as histórias humanas por trás de um dos festivais mais icônicos do mundo. A produção acompanha a DJ e produtora ucraniana Miss Monique em sua apresentação no Tomorrowland, em meio à realidade da guerra e do deslocamento, além de apresentar as trajetórias de três participantes do festival: Olav, Fahbeer e Luca.

O documentário estreou em 23 de setembro, em Londres, com a presença de Miss Monique, e também em Bangkok. A produção já está disponível no Amazon Music, Amazon Prime e YouTube.

A edição deste ano acompanha histórias de pessoas cujas trajetórias foram transformadas pela música. Entre elas, está a de uma DJ ucraniana que continuou criando após deixar seu país, um fotógrafo reconhecido que precisou perder a paixão pela profissão para reencontrá-la, uma bartender em Bangkok que reconstruiu sua vida do zero e um sobrevivente romeno cuja trajetória mudou após vencer um concurso de rádio.

O filme também apresenta a faixa original Amazon Music “Million Miles Away (VIP Remix)”, de Miss Monique, criada exclusivamente para esta edição de “We Are Tomorrow” e lançada pela Tomorrowland Music.

Miss Monique

DJ e produtora ucraniana, Miss Monique desenvolveu sua sonoridade entre o melodic techno e o progressive house. Ela construiu sua carreira em Kyiv, conquistando uma base de fãs local antes de alcançar reconhecimento internacional com sua série de mixes online, MiMo Weekly. Durante a pandemia de Covid-19, seus sets acumularam milhões de visualizações, tornando-a conhecida mundialmente principalmente por meio das plataformas digitais.

Quando a guerra começou, Miss Monique já havia criado sua própria gravadora, Siona Records, e vivia um momento de crescimento internacional. Forçada a deixar a Ucrânia, precisou continuar sua carreira pela Europa em circunstâncias inesperadas. A artista seguiu produzindo, realizando turnês e desenvolvendo seu trabalho. Atualmente, apresenta-se nos maiores festivais do mundo, incluindo o Tomorrowland, levando consigo suas raízes em cada apresentação.

“We Are Tomorrow” acompanha Miss Monique nesse contexto, explorando a disciplina necessária para criar em alto nível, o significado da música quando tudo ao redor muda e a experiência de se apresentar diante de dezenas de milhares de pessoas em um festival que, anteriormente, parecia distante de seu lar.

Olav

Olav Stubberud cresceu na Noruega, onde passou a infância praticando esportes com os amigos do bairro e registrando tudo ao seu redor. Aos 13 anos, comprou sua primeira câmera. Pouco tempo depois, deixou a escola para seguir suas paixões, uma decisão que o levou a construir uma carreira internacional.

Ele se tornou um dos fotógrafos mais reconhecidos da música eletrônica, acompanhando artistas como Swedish House Mafia, The Chainsmokers e Martin Garrix em turnês pelo mundo. Seu trabalho também ultrapassou o universo da música, com retratos de Vin Diesel e Mike Tyson estampando capas de Vogue, GQ e Men’s Health, além de diversas exposições em galerias.

Quando a pandemia interrompeu as turnês, Olav perdeu mais do que trabalho: perdeu sua conexão com a fotografia. O esgotamento criativo o levou a questionar sua identidade, seu trabalho e seu lugar na indústria que ajudou a construir. Sua retomada aconteceu ao desacelerar e retornar à fotografia analógica, com um processo mais lento, tátil e intencional. Entre seus trabalhos recentes está o registro dos shows de Fred Again em Los Angeles, inteiramente em filme. “We Are Tomorrow” acompanha Olav em um momento de transição, com o passado consolidado e o futuro em aberto.

Fahbeer e Luca: histórias de superação e conexão com a Tomorrowland

Fahbeer é dona do Lost in Thaislation, um bar de coquetéis em Bangkok que construiu seguindo suas próprias regras. Filha única de uma mãe adolescente tailandesa, foi criada principalmente pela avó, e foi nesse ambiente que nasceu seu interesse por comida, sabores e experimentação. Desde cedo, sentia-se atraída pela cozinha e pela possibilidade de combinar ingredientes, transformá-los e criar algo completamente novo.

Essa curiosidade acabou chegando aos copos. Fahbeer transformou sua paixão por sabores em uma carreira como bartender e, há três anos, abriu o Lost in Thaislation como uma expressão direta de sua personalidade. O conceito parte de uma ideia simples e envolvente: transformar sólidos em líquidos. A cultura da comida de rua tailandesa e os pratos dos restaurantes locais de Thonglor são reinterpretados em coquetéis, com sabores e texturas recriados em forma líquida. Um dos itens do cardápio é o coquetel de mango sticky rice. Assim como Fahbeer, o bar segue sua própria lógica, seus horários e suas regras.

Ainda neste ano, ela levará esse universo à Tomorrowland Thailand, onde comandará seu próprio bar de coquetéis durante o festival. Fahbeer vive no centro de Bangkok com seu esquilo, Meena.

Luca vive em Colônia, na Alemanha. Sua história começou em segredo: ele nasceu no sótão de uma escola na Romênia, filho de uma mãe adolescente que escondia a gravidez. Cresceu em orfanatos romenos, passando por um sistema em que os cuidados eram inconsistentes e o apoio emocional praticamente inexistente. Quando finalmente voltou a morar com a família, enfrentou rejeição e abusos.

Aos 18 anos, tomou a decisão mais difícil de sua vida. Partiu levando apenas as roupas que vestia e seu documento de identidade, deixando para trás tudo o que conhecia. Passou anos sobrevivendo nas ruas, fazendo pequenos trabalhos quando conseguia, em busca de alguma estabilidade em uma vida que nunca lhe oferecera segurança.

Em 2017, tudo mudou. Luca ganhou ingressos para a Tomorrowland em um concurso de rádio. Entrar naquele universo pela primeira vez — um lugar marcado pela música, pela conexão e por experiências compartilhadas — foi algo diferente de tudo o que já havia vivido. O festival se tornou um ponto de virada imediato, transformando não apenas seu ambiente, mas também sua perspectiva sobre o que era possível.

Ao longo dos anos, as pessoas que conheceu na Tomorrowland se tornaram algo que ele nunca havia tido de verdade: uma família. Uma comunidade construída não por laços de sangue ou obrigação, mas pela música e pelo simples gesto de estar presente uns para os outros.

Passo a passo, Luca construiu uma vida estável na Alemanha, onde hoje trabalha como entregador de flores. Para ele, a Tomorrowland não é apenas um festival. É a prova de que a vida pode mudar em um instante e de que até a menor oportunidade pode abrir caminho para algo maior.

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Giovana Donatelli