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Depois do topo do Beatport, Victor Ruiz lança com Alex Stein remix de clássico do 1200 Micrograms, feito para o Boom Festival

Pouco depois de levar um remix de psytrance ao Top 1 do Beatport e dominar o ranking de Techno

Depois do topo do Beatport, Victor Ruiz lança com Alex Stein remix de clássico do 1200 Micrograms, feito para o Boom Festival

Pouco depois de levar um remix de psytrance ao Top 1 do Beatport e dominar o ranking de Techno (Peak-Time / Driving) da plataforma com três produções simultaneamente no Top 3, Victor Ruiz volta a cruzar as fronteiras entre os gêneros. Ouça aqui!

Nesta quinta-feira, 27, o brasileiro lançou pela VOLTA, sua própria label, “Mescaline (Alex Stein & Victor Ruiz Remix)”, releitura do clássico “Mescaline”, do 1200 Micrograms, originalmente lançado em 2002 pela TIP Records

A nova versão também marca o reencontro de Ruiz com Alex Stein, seu parceiro frequente de estúdio e de pistas.

A escolha da faixa não é aleatória. “Mescaline” faz parte da memória musical dos dois produtores e, na nova leitura, funciona como uma homenagem às raízes que ajudaram a formar suas identidades artísticas. 

A produção nasceu, inclusive, com uma finalidade bastante específica: foi criada para abrir o show conjunto de Victor Ruiz e Alex Stein no Boom Festival 2025, onde se apresentaram no palco Alchemy Circle, um dos principais encontros da cultura psicodélica e eletrônica do mundo.

Alex Stein B2B Victor Ruiz – Boom Festival 2025 / Alchemy Circle

A nostalgia, porém, não significa simplesmente reproduzir o passado. Produzida pelos dois no estúdio de Victor em Lisboa, a nova “Mescaline” olha para a história do psytrance a partir da linguagem que ambos desenvolveram ao longo de suas carreiras. O resultado combina elementos psicodélicos com techno e uma pitada de tech house, em uma produção direta, energética e desenhada para a pista.

A proposta ajuda a entender por que o lançamento chega em um momento tão significativo da trajetória de Victor Ruiz. O produtor brasileiro não está descobrindo agora o psytrance, tampouco utilizando o gênero como uma novidade para ampliar seu alcance. Sua relação com essa sonoridade é anterior à consolidação de seu nome no techno e faz parte da própria formação musical que compartilha com Alex Stein.

A diferença está em como essas referências aparecem hoje. Em vez de abandonar a assinatura construída no techno, Victor utiliza sua experiência para estabelecer uma ponte entre as linguagens. 

E a sequência recente de lançamentos mostra que essa capacidade de transitar entre territórios não é um movimento isolado. No começo do mês, Victor lançou o remix de “Liquid Hook”, clássico de 2011 de Captain Hook e Liquid Soul, pela Iboga Records. A releitura levou a faixa para um psy-techno mais etéreo, misterioso e sombrio, com bassline ácida e 135 BPM.

A faixa ocupa atualmente o Top 1 do Beatport em Techno (Peak-Time / Driving), posição que mantém desde que chegou ao topo. Na mesma categoria, Victor também aparece no Top 2, com “Don’t Mess With Us”, e no Top 3, com seu último lançamento, “Y”.

Agora, com “Mescaline”, ele adiciona mais uma peça a esse mosaico. E talvez o mais importante seja justamente o fato de que essas conquistas não dependem de um único gênero ou de uma tentativa de acompanhar tendências. 

Victor Ruiz consegue se comunicar com diferentes públicos porque sua identidade está menos presa a uma classificação e mais ligada à forma como constrói música para a pista. Eis, portanto, mais uma prova dessa sua capacidade.

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Giovana Donatelli